Um Lugar Silencioso - longa traz uma proposta inovadora



Um Lugar Silencioso nos apresenta uma aterrorizada família que está tentando se adaptar em um mundo pós apocalíptico, onde realizar qualquer tipo de barulho torna-se uma grande ameaça a sobrevivência deles perante à grandes criaturas monstruosas. Cada detalhe na casa e ambientes próximos desses sobreviventes é pensado estrategicamente para não emitir ruídos (ausência de pratos/talheres, sapatos e muito outros), porém a gravidez da protagonista traz novas preocupações para essa família do campo, como por exemplo os gritos de dor da mãe no parto e o choro do bebê.


O longa é praticamente um filme mudo, onde os personagens se comunicam totalmente por gestuais (inclusive uma das filhas é deficiente auditiva e facilita o diálogo) e os sons/músicas de suspense são inseridos estrategicamente em cenas de muita tensão e susto. O casal de protagonistas, que repetem seus papéis da vida real, estão muito bem em personagens fortes e a química entre eles funciona muito bem por já estarem em família.


Se por um lado temos uma proposta muito inovadora, por outro temos uma ideia de resolução de trama nenhum pouco revolucionária, podendo ser algo muito melhor trabalhado e à altura da proposta do longa.

Esse filme, que tem uma direção incrível (dirigido pelo próprio protagonista John Krasinski), passa uma intenção de que está buscando ser um novo clássico do suspense (é muito bom mesmo, mas não chega a ser perfeito), lembrando em alguns momentos os ótimos Rua Cloverfield, 10 e A Vila de M. Night Shyamalan.

Um Lugar Silencioso não é só mais um filme para assistir normalmente como qualquer um outro, é uma experiência totalmente imersiva que te transporta para esse universo (que por sinal tem um visual incrível) e te faz não querer fazer nenhum movimento pois isso poderá resultar em qualquer ruído indesejado. 


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